Todo mundo tem o seu filme “ruim” preferido. E quando eu classifico o filme de ruim entre aspas quero dizer que ele é “bom”. Ou seja, o bom entre aspas quer dizer que ele só é bom pra você e meia dúzia de malucos. Pegou?
Esses filmes são, na sua maioria, estilo Sessão da Tarde e Cinema e Casa. Uma seleção que cresce a cada ano. Afinal, atire a primeira pedra quem não gosta de pelo menos um filme cheio de clichês, atores canastrões e massacrado pelo editorias de cinema. É um mercado crítico underground assaz interessante.
E, nessa linha, acredito que ninguém supera Stallone Cobra (1986). Baseado no livro de Paula Gosling e escrito pelo próprio Sylvester Stallone, Cobra é um clássico do formato deixe-seu-cérebro-lá-fora-e-divirta-se.
Stallone é Marion Cobra, um policial durão e sem papas na língua. Especializado em missões impossíveis para pessoas comuns, Cobra é escalado para proteger a testemunha-chave de um processo. Lembrando que ele contém a incrível habilidade de matar 20 bandidos, explodir cinco carros e destruir dois prédios sem perder o palito de dentes.
Repito: precisamos de policiais como Marion Cobretti: “Você é a doença, eu sou a cura”.

Invasion USA (1984). No clássico marcado por uma forte dose de pessimismo e violência, o eterno vilão Richard Lynch é um terrorista russo que resolve, literalmente, invadir os Estados Unidos. O problema é que nesse país mora nada menos que Chuck Norris.
Chuck é visivelmente frio e sádico, que não hesita a enfiar uma faca na mão de um vilão durante um
“interrogatório” e prefere explodir os inimigos em pedacinhos ao invés de levá-los à Justiça. E assim ele faz com uma quadrilha de mercenários.
O cartaz do filme é um show à parte. Acima da foto de Chuck, algo como:
“Os Estados Unidos não estavam preparados para uma guerra. Mas ele estava”.

Eis um filme que faz tempo que não curto uma reprise. Woody Harrelson e Wesley Snipes fizeram a primeira parceria no famigerado White Men Can’t Jump (1992). Odiado pela crítica, Homens Brancos Não Sabem Enterrar virou alguma coisa próxima do cult para o público de vinte e pouco anos. E não é por menos. O filme é horrível e legal ao mesmo tempo.
A dupla se une para dar golpes nas quadras de Los Angeles. É mais ou menos assim: Snipes aposta dinheiro numa partida de basquete com outra dupla e diz que eles podem escolher o seu parceiro. No cantinho da quadra, fingindo estar perdido, está Harrelson. Sem pensar duas vezes, os desafiados escolhem aquele bobalhão. Assim, ficam sabendo da pior maneira que aquele branquelo joga muito.
Não é o filme que vai mudar sua vida, mas garante boas risadas.

Filme do Stallone nunca é demais. Dessa vez ele apareceu como um solitário caminhoneiro em busca da guarda do filho. Para isso, ele deve superar o rancor do garoto e o poder do ex-sogro interpretado por Robert Loggia. Como fazer isso? Vencendo o campeonato mundial de queda de braço, oras! Tem maneira mais simples?
Over The Top (1987) traz o velho modo Stallone de fazer cinema. Lincoln Hawk se dá mal o filme inteiro. Mas, no final, quando vira seu boné, vence e ganha, além de um filho, um caminhão Volvo novinho.
Falcão - O Campeão dos Campeões tem cara de Temperatura Máxima. É o tipo de filme que fica muito estranho caso assistido legendado.

Falem o que quiser, mas David Cronenberg é gênio. São poucos os diretores que criam histórias que, de tão bizarras, se tornam atraentes. E Scanners - Sua Mente Pode Destruir (1981) foi a obra que elevou o status de Cronenberg para diretor cult.
O filme é bem violento: muitas cabeças explodindo, feridas pustulentas saltando, corpos em combustão e muitos tiros. Quase tudo on-screen. Ou seja, hoje esses efeitos estão datados e podem não impressionar tanto. É recomendado para três tipos de pessoas: aqueles que gostam de bons filmes de terror, aqueles que gostam de bons filmes de ficção científica e aqueles que gostam dos dois. [+]

Saca essa sinopse:
“Danny Madigan (Austin O’Brien) é um garoto que é fã incondicional do personagem Jack Slater (Arnold Schwarzenegger). Ele ganha um ingresso de cinema mágico, que faz com que Danny entre no novo filme de Slater e passe por aventuras num mundo maluco, com desenhos animados, violência e até mesmo Catherine Tramell (personagem de Sharon Stone em “Instinto selvagem”). Porém, há um problema: o mesmo ingresso faz com que os vilões do filme saiam para o mundo real. Slater vem atrás deles, passa por vários apuros e acaba encontrando o ator que o interpreta, Arnold Schwarzenegger.”
Eu sai do cinema com a certeza que esse filme seria considerado o melhor do ano. Pobre mente inocente. Last Action Hero (1993) é considerado um dos piores filmes de Arnold Schwarzenegger. Foi execrado, sacaneado e humilhado. Resultou num grande fracasso de bilheteria.
É uma excelente sátira dos filmes de ação. Destaque para o trecho na locadora, onde aparece o Stallone na capa do Exterminador do Futuro.

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¹ Oportunismo pouco é bobagem: Bronze Brasil 2008.
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Fred Fagundes



















