O leitor Piero Barcello me deixou na cara do gol. O comentário dele no artigo sobre a primeira transmissão de TV ao vivo via satélite foi o empurrão que faltava para a criação de um post sobre o melhor show de todos os tempos: Elvis Presley - Aloha From Hawaii, em 14 de junho 1973.
O show foi visto por nada menos que 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, batendo o recorde anterior que era justamente a chegada do homem à Lua.
Mas quem é Neil Armstrong perto do Rei?

A versão oficial conta que o motivo do projeto era reerguer o Rei, mergulhado em problemas pessoas e de saúde. Contudo, a paranóia comunista acusou o governo americano de propaganda patriótica. Um dos indícios seria a águia - tradicional símbolo americano - presente em vários pontos da roupa do cantor da roupa do cantor (veja in loco). Anos depois os soviéticos, na data da morte de Elvis, manchetaram em letras garrafais: “Morre a máquina americana de fazer dinheiro”.
Voltamos ao Hawaii. Elvis chegou a emagrecer 10kg para o evento. Por um acaso, a imagem do Rei nesta apresentação é a que ficou imortalizada. Cabelo perfeitamente bagunçado, lenços em volta do pescoço e o famoso macacão branco conhecido como Aloha Eagle.
Ele demonstra um certo cuidado nos movimentos durante o show, comportamento bastante diferente se comparado ao do “Elvis on Tour”. Na época, jornalistas (ô raça) levantaram a hipótese de que Elvis estava tenso. Outros afirmam que o Coronel Tom Parke, lendário empresário do artista, havia pedido para ele não exagerar no palco.
Elvis se apresentou duas vezes. Preocupados com uma possível falha técnica, produtores gravaram o show da noite anterior. Assim, em caso de emergência, a fita seria acionada no lugar da transmissão ao vivo. Não foi necessário. O show correu tranquilamente, com Elvis exibindo um refinado repertório de clássicos que ia de Beatles a Frank Sinatra.
O setlist do show foi o seguinte: “Steamroller Blues”, “See See Rider”, “Early Morning Rain”, “Burning Love”, “Blue Suede Shoes”, “A Big Hunk o’ Love”, “Suspicious Minds”, “Can’t Help Falling in Love”, “Something”, “Can’t Help Falling in Love”, “I’m So Lonesome I Could Cry”, “It’s Over”, “Welcome to my World”, “I’ll Remember You”, “What Now My Love” e “An American Trilogy”.

O show foi um estrondoso sucesso nos Estados Unidos, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do The New York Times: “Elvis superou sua própria lenda!”. No Brasil, foi ao ar novamente em abril do ano seguinte, 1974, com grande êxito. O álbum duplo, inaugural do sistema “quadrafônico”, uma espécie de ancestral do home theater, foi imediatamente colocado no mercado, atingindo o marco de 1 milhão de cópias vendidas.
Em 16 de agosto de 1977 Elvis voltou para seu planeta. Estima-se que o Rei já tenha vendido mais de 2 bilhões de cópias, recorde absoluto. Mais do que número, Elvis deixou uma influência sem dimensões para a música. Foi o artista popular mais a frente do seu tempo, inserido em uma engrenagem sócio-histórica-cultural bastante complexa.
Elvis foi o maior. Ou como diz o encarte do especial Elv1s - 30# HITS:
Antes que alguém fizesse algo, Elvis fez tudo.
“Há duas coisas que eu gostaria de ter feito na vida: ter escrito Alice no País das Maravilhas e ter sido maior do que Elvis Presley”. Jonh Lennon - 1977.
Fred Fagundes










Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 9:20 am
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 9:50 am
Tenho esse show em dvd, e realmente, a imagem do rei ficou imortalizada após esse show.
Simplesmente o melhor.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 10:07 am
Esse, pra mim, é o melhor álbum de Elvis. Comprei o CD, foi roubado, comprei de novo. Eu precisava tê-lo novamente.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 10:21 am
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 10:52 am
Meu… Elvis foi e sempre será o melhor… quando eu tinha banda minha maior influência foi o Elvis.
Ahh, eu tenho este DVD… um dos melhores shows que já vi em minha vida!
Eu recomendo que escutem “My Way” cantado por Elvis e não por Sid Vicious ou Frank Sinatra(sim, eu sei que a música é do Frank Sinatra, mas a versão do Elvis eu achei bem melhor, ele se identifica muito com a música, recomendo escutá-la bêbado).
“Always on my mind” também é muito boa, essa eu recomendo ver o video, o cara passava uma emoção que envolvia todos que estavam ali presente.
Bom, vou parar por aqui, porque se for pra falar de Elvis, acho que vou escrever mais (em termos de caracteres e não de qualidade) que o Fred… hauhauhaua
Abraço a todos.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 11:04 am
Beijos e Parabéns pela excelência.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 12:00 pm
Parabéns gatinho!
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 1:36 pm
Elvis foi rei, não só este show mas o Vegas em 1970 também foi demais…
Por isso que fui fantasiado de Elvis na ultima festa a fantasia… ganhei um premio até..
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 3:01 pm
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 4:30 pm
Vou procurar em todas as minhas fontes algo mais do mesmo.
Ótimo post.
Abras,
*comentei por dislexia no post do bozo também.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 4:34 pm
uma invenção americana pra competir com os Beatles. Olhar nojento, rosto Idem. Uma “Máquina de fazer dinheiro” é um termo bem legal.
mas tenho conciência que ele ajudou (e muito) a popularizar o Rock, pois anteriormente era cantado e tocado por maioria negra, e assim extremamente descriminado pela sociedade.
Deu seu empurrão, mas ainda não merece meu voto.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 5:06 pm
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 5:44 pm
Elvis foi Elvis e Beatles foi Beatles.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 9:15 pm
Terça-feira, 1 de Julho de 2008. às 9:48 pm
putzz… qdo os Beatles começaram a fazer sucesso o Elvis já era qse uma lenda…
tenha paciência…
o blog continua excelente e os posts com qualidade insuperável…
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 9:39 am
tenho um disco de vinil dele, que não consigo escutar até o fim
em comensação os outros 9 dos Beatles que meu pai me apresentou eu escuto desde os 5 anos.
antes de Elvis escutem Chuck Berry, Tocava guitarra pra caralho, e não tinha essa cara de nojento.
Elvis só mechia as pernas, com o violão parado, cantava umas letras tri idiotas (lembro de uma que dizia algo mais ou menos assim: “faça oque quizer comigo, mas por favor não pise nos meus sapatos de camurça azul”)…
E levou o crédito de Rei, assim como Roberto Carlos.
Oh Shit.
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 9:43 am
Não estou comparando épocas, e sim Fatos.
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 11:39 am
E eu tbm tenho o CD 30 #1 Hits. Logo depois saiu outro, o 2nd To None. Mas se tem um show que supera o do Hawaii é o especial da TV de 1968. Esse sim, é o Rei em toda a sua plenitude.
E valeu pelo link! Grande abraço!
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 12:06 pm
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 1:50 pm
sem comentarios… o rei era o cara
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 2:00 pm
Muito bem lembrado, se esse show que está falando é aquele em que ele está todo vestido de preto, matou a pau. E se eu não me engano, esse show marcou o retorno do Rei aos palcos e a TV, após o seu tempo de militar.
José:
Sinto muito… Elvis é e sempre será rei…
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 3:25 pm
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008. às 3:54 pm
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008. às 2:02 pm
José, o problema não é vc ter uma opinião diferente… o problema é usar argumentos falsos para reforçar sua opinião…
akele seu comentário que ele foi uma invenção americana para competir com os beatles foi completamente de noob…
no próprio post do show dos beatles (da primeira transmissão à cores de tv) há uma frase de John Lennon revelando seu sonho de querer ter sido mair que o Elvis…
mas td bem… se vc não gosta dele não tem problema, cada qual com seus gostos… só não invente nada para se justificar….
[mode polemica=off]
Sábado, 5 de Julho de 2008. às 6:28 pm