Sábado, 5 de Julho de 2008.

Um assunto pautou blogs, #nob’s e Twitter’s nos últimos dias. Tudo começou com uma ação de marketing da Coca-Cola para divulgar seu novo produto, o i9 Hidrotônico. A empresa enviou para nove blogueiros uma minigeladeira com uma garrafa da bebida e um making of do vídeo de lançamento. Foi o suficiente para a polêmica da venda de conteúdo editoral em blogs viesse à tona.

Ao anunciar o fato, o Blue Bus chamou os agraciados pela promoção de “blogs de aluguel”. E começou a treta. Os blogueiros se sentiram ofendidos. Post, twittadas e até dois blogs sobre o tema foram criados: Freelando pro Diabo e Blog de Aluguel.  O Blue Bus é hoje o grande vilão da blogosfera brasileira.

A classe mostrou ser muito sensível.

O Blue Bus errou, e feio, aqui: “blog nao é um formato moderno de jornalismo?”. Não. O blog é um belíssimo meio de comunicação. Mas um blogueiro não é um jornalista e tampouco blog é um jornal. Uma pequena nota no rodapé de um impresso ainda tem mais significancia e confiabilidade - eu não disse visibilidade - do que cinco posts em blogs pessoais de não-jornalistas. O blog não é imprensa.

A acusação do termo pejorativo “blog de aluguel” é superficial e irresponsável. Conheço parte dos blogueiros que participaram da ação - Alexandre Inagaki, Bruna Calheiros, Caio Novaes, Guilherme Cury, Ian Black, Luiz Jerônimo e Nick Ellis. São blogueiros rodados, que não se deslumbram por qualquer mousepad ou frigobar de brinde. Eu tenho absoluta certeza que se o Nick, só por exemplo, achar o i9 uma grande merda, vai comentar que nunca compraria a bebida. Portanto, eles não definem o sentido de aluguel. Os blogueiros serviram como um ombudsman do produto, nada mais.

Ao mesmo tempo, alguns blogueiros precisam definir de uma vez por todas qual sua posição nesse tipo de campanha. O mesmo Rafael Ziggy que criticou o Blue Bus disse, há dois meses, sobre a ação Safari Urbano da LG: “estão querendo comprar blogueiros. mas acho mto melhor do que simplesmente dar uma esmola por um post pago” (sic). Memória curta.

Outro ponto que deve ser tocado em meio a tudo isso: qual o código de ética do blogueiro?  Aliás, existe? O barato do blog é justamente ser democrático e independente. Mas a partir do momento que ele vira um meio de comunicação em massa, com blogs chegando a 100 mil acessos diários, audiência superior a um canal de tv fechada, algumas “regras” devem ser tratadas. Tal como o rádioamador, que detém uma série de normas para manter-se no ar.

O blogueiro, também, é amador. E reza a cartilha do profissional de comunicação - como bem lembra o Dahmer - não devemos nós, que trabalhamos com mídias de massa, aceitar “presentes” de empresas privadas ou mesmo “provinhas”, sob pena de perda da própria credibilidade, que é o nosso maior bem, como todos nós sabemos. Se a classe deseja se profissionalizar, nada melhor do que começar demonstrando respeito e dignidade ao leitor, o principal influenciado.

As empresas e agências não vão parar com essas ações voltadas a blogs. Acredito que a solução seria o blogueiro, após uma fase de testes e avaliações, devolver o produto à empresa. Iniciativa que uma empresa de computador fez com a Rosana Hermann, Carlos Merigo e outros blogueiros. Coisa que admito não ter feito quando participei do Safari Urbano, culpa da inexperiência e falta de princípios de outrora.

O resumo da ópera é o seguinte: a ação da Coca-Cola foi um tremendo sucesso. A bebida teve repercusão nos blogs que participaram da campanha, em outros que não ganharam nada e até em alguns portais. E em meio a toda essa paranóia, uma teoria ganha força: não seria o Blue Bus uns dos blogs envolvidos na ação?

E aqui? Será que esse post é de aluguel e eu nem sabia?

Se é assim, onde eu pego a minha geladeira?

Ironia.

O conceito de blog precisa ser revisado. Revisado e discutido. Ou uma hora perde-se o rumo e ficam os trilhos.

Blogueiro, faz-me informado. Mas faz decente.

Fred Fagundes

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008.

Quando Renato Russo escreveu Que País É Este? em 1978, época em que ele ainda fazia parte do Aborto Elétrico e o presidente do Brasil era o general Ernesto Geisel, o povo brasileiro não tinha identificação alguma com a pátria. Para piorar, fomos eliminados da Copa do Mundo na Argentina. Tempos difíceis.

Renato Russo reuniu esse conjunto de dramas e vergonhas e fez uma de suas mais agressivas letras. Que País É Este? foi lançada pelo Legião Urbana nove anos depois e virou hino de uma geração, cantada até hoje em manifestações públicas.

Uma recente pesquisa, o portal Terra elegeu Que País É Este? como a maior música-protesto do Brasil. Críticos comentaram que ela foi a primeira composição pós-Chico Buarque a carregar um tom de desabafo, em que Renato expõe com clareza, concisão e objetividade toda a revolta do povo brasileiro. É um marco na história cultural brasileira, pois fez os jovens questionarem o próprio país, dizem os críticos.

Sabe quem fez isso também? O Dominó.

Pode crer.

Em 1987 o Brasil ainda engatinhava na democracia. Luis Carlos Bresser Pereira havia assumido o ministério da Fazenda e a inflação chegava a 23,26%. O presidente José Sarney decretou o congelamento de preços, aluguéis e salários por dois meses. O país vivia uma pindaiba sem tamanho e o Plano Cruzado assustava. Alguém chegou a gritar “Socorro, Renato Russo!”. Mas quem ouviu foi Affonso Nigro.

O Dominó surgiu em 1984 através da Promoart. Fez grande sucesso logo no seu primeiro LP com uma versão de Ela Não Gosta de Mim, música do grupo mexicano Timbiriche. Em 1986 o Dominó lançou um disco em espanhol e tornou-se popular no mercado latino. Esse LP continha uma regravação da música Lindo Balão Azul, de Guilherme Arantes.

Mas o quarteto parecia incomodado. Aos jovens não bastava estar todos os domingo no Gugu e comer uma paquita por final de semana. Eles queriam mudar o Brasil, no futuro serem lembrados como precursores de uma revolução de atitude que moldaria o caráter de jovens mentes brasileras.

Foi então que Affonso, nítido compositor, começou a trabalhar numa letra tão agressiva quando Que País É Este?. Tão, mas tão agressiva que ela deveria conter uma palavra de baixo calão ainda no seu título. Os produtores ficaram confusos. Affonso decidiu então passar uma tempoarada no Tibet. Foi lá que ele, confinado, começou a trabalhar na música que anos depois seria lembrada e cantada por milhares no movimento Diretas Já!.

Affonso ficou P da vida. Que sorte a nossa.

Antes que eu me esqueça, esse post foi uma ironia.

Afinal, o Renato Russo não dançava tão bem assim.

¹ O real autor de To P da Vida é o Edgard Poças.

² Esse post responde o meme Música Que Marcou Minha Infância. O problema agora é do Dorly.

³ Esse post também é uma homenagem a Paulinho Madrugada e Daniel Soares, os maiores fãs de Dominó do planeta.

Fred Fagundes

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008.

Não é exagero dizer que De Volta Para o Futuro é a melhor e mais bem sucedida trilogia de todos os tempos. Tá certo que a série não teve os prêmio de O Poderoso Chefão (1972), a importância revolucionária de Star Wars (1977) ou a bilheteria de Senhor dos Anéis (2001), mas, convenhamos: qual outro filme foi tão marcante para uma geração e teve tanta relevância na cultura pop como o protagonizado por Martin Seamus McFly?

O que surpreende nesse filme é a teia de ligações que vai se costurando até o final. Algumas claras, como a cena em que Marty toca Johnny B. Good e o guitarrista da banda fala ao telefone: “Ei, Chuck? Aqui é Marvin. Seu primo, Marvin Berry. Lembra aquele som novo que você procurava? Ouve isso”. Outras, nem tanto. Cenas que passariam facilmente despercebidas para olhos destreinados.

Passariam. A longa e minuciosa análise a seguir reúne as melhores e mais curiosas referências contidas na série. Portanto, aperte os cinto e acione o capacitor de fluxo. Nosso destino é Hill Valley em 5 de novembro de 1955.

Aliás, essa dia já tem um significado. Cinco de novembro é exatamente a mesma data da viagem no tempo do filme Um Século em 43 Minutos (1979). Filme esse baseado na estória de Karl Alexander e Steve Hayes, escritores favoritos dos diretores de De Volta Para o Futuro, Robert Zemeckis e Bob Gale.

Na cena em que Marty é atropelado pelo pai de Lorraine, ele - o pai - grita: “Stella!”. Parece sem sentido, né? Mas trata-se de uma fala do clássico Uma rua chamada Pecado (1951), dita por Marlon Brando.

Antes da viagem no tempo, Marty participa de uma audição com sua banda (The Pinheads). Eles tocam uma versão de “The Power of Love”, música tema do filme. Ele são interrompidos por um senhor que os acusa de “barulhentos demais’. O senhor em questão é simplesmente Huey Lewis, o autor da música.

Logo na tomada incial do filme, na casa do Dr. Brown, são mostrados vários relógios de vários formatos. Observe que há um relógio com um homem pendurado nos ponteiros. Bacana referência ao final do filme.

Ainda na casa do Dr. Brown, Marty pluga sua guitarra no aparelho que tem o número “CRM-114″. As letras CRM são as mesmas do decodificador no B-52 em Dr. Fantástico (1964). Já o número 114 é o serial da nave Júpiter em 2001:Uma Odisséia no Espaço (1968), ambos dirigidos por Stanley Kubrick.

Quando Marty passa por um cinema, já em 1955, está em exibição uma sessão dupla: “A Boys Life” e “Watch the Skies”. Respectivamente os títulos de produção dos filmes E.T (1982) e Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) de Steven Spielberg.

Falando nisso, saca o Spilberg? Então, é ele dirigindo aquela pick-up azul que Marty agarra para não chegar atrasado na escola.

O estacionamento onde Marty encontra o Dr. Brown chama-se “Twin Pines Mall” (Shopping Pinheiros Gêmeos). Quando Marty volta no tempo, ele passa por cima de um pinheiro com o DeLorean. Ao voltar ao estacionamento no final do filme, a placa mudou para “Lone Pine Mall” (Shopping Pinheiro Solitário).

O nome do velho fazendeiro que plantava esse pinheiros é Peabody. O do seu filho, Sherman. Foi uma homenagem ao desenho The Bullwinkle Show, em que Peabody e seu cachorro Sherman viajavam no tempo.

Marty é músico, mas evita enviar sua fita para uma gravadora porque tem medo de ser rejeitado. George, em 1955, é escritor de ficção científica e sente o mesmo sobre deixar outras pessoas lerem suas histórias.

Quando invade o quarto de George, Marty diz ser Darth Vader. Ok, nem precisamos comentar que esse é um personagem de Star Wars. Mas o que pouca gente lembra é que ele diz ser do planeta Vulcano. Vulcano é um planeta de Star Trek.

O hoverboard, sonho de consumo de qualquer criança da época, é “fabricado” pela popular Mattel. Aproveite e compare as perseguições de Biff e Griff Tannen nas duas partes. A primeira com o skate, a segunda já com o hoverboard. São idênticas, inclusive o desfecho.

A placa de Hill Valley em 1955 diz “Um belo lugar para se viver. Dirija com cuidado”. Já em 2015, a placa “Um belo lugar para se viver. Voe com cuidado”.

O cinema que fica na praça em 2015 anuncia o longa “Tubarão 19″, dirigido por Max Spielberg. Max é o nome do filho de Steven Spielberg.

A praça do Relógio da Torre mudou muito em 2015. Porém, o relógio não foi consertado e permanece parado às 10h04.

Quando Marty volta para 1985 alternativo há uma placa, bem em frente ao Museu Biff Tannen, que diz: “Obrigatório fumar”.

Ainda em 1985 alternativo, Biff assiste Por um Punhado de Dólares, filme em que Clint Eastwood faz um personagem que usa uma placa de metal sob seu poncho como “colete à prova de balas”. Marty faz o mesmo na última parte da série.

Já em 2015, ao olhar a vitrine de um antiquário, Marty observa uma Barbie, um boneco do Roger Rabbit e o jogo “Tubarão” para Nintendo. Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) foi dirigido por Robert Zemeckis.

Em 1955, Marty repara que o chip do circuito do tempo queimou. O Dr. fala: “Também, veja o que está escrito aqui: ‘feito no Japão’”. Marty fala que só o melhor é produzido no Japão. Doc não acredita, pois em 1955 o Japão estava totalmente arruinado devido à Segunda Guerra Mundial.

A bandana que o Dr. Brown usa em De Volta Para o Futuro III é feita da camisa que ele estava vestindo em De Volta Para o Futuro II, quando foi enviado meio sem querer para 1885.

Em De Volta Para o Futuro, quando Biff entra no Lou’s Cafe em 1955, ele diz para George: “Ei, McFly, acho que disse pra você nunca vir aqui.” Na Parte II, no Cafe 80’s, Griff diz para Marty Jr.: “Ei, McFly, acho que disse pra você ficar aí.” Na Parte III, no Saloon, Bufford Tannen diz para Marty (confundindo-o com seu tatataravô Seamus): “Ei, McFly, acho que disse pra você nunca vir aqui”.

A ravina em 1885 se chama “Ravina Clayton”. Quando Marty volta a 1985, ela se chama “Ravina Eastwood”. Uma homenagem dos cidadãos de Hill Valley ao valente Clint Eastwood, responsável pela derrota de Bufford Tannen e que mais tarde “morreria” no acidente com a locomotiva.

Muito se comenta, há anos, sobre uma Parte IV de De Volta Para o Futuro. Sou amplamente contra. Deixamos as coisas como estão. De Volta Para o Futuro ficará eternamente marcado pelo que foi. E Marty McFly como um dos personagens mais lembrados e queridos da história do cinema.

E lembre-se: 21 de outubro de 2015 está chegando.

¹ Conheça mais sobre o filme em Paradoxo e BTTF.

² Voltou: A IsFreePOP está de volta. O maior portal de séries do planeta tem novidades. Confira.

Fred Fagundes

Terça-feira, 1 de Julho de 2008.

O leitor Piero Barcello me deixou na cara do gol. O comentário dele no artigo sobre a primeira transmissão de TV ao vivo via satélite foi o empurrão que faltava para a criação de um post sobre o melhor show de todos os tempos: Elvis Presley - Aloha From Hawaii, em 14 de junho 1973.

O show foi visto por nada menos que 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, batendo o recorde anterior que era justamente a chegada do homem à Lua.

Mas quem é Neil Armstrong perto do Rei?

A versão oficial conta que o motivo do projeto era reerguer o Rei, mergulhado em problemas pessoas e de saúde. Contudo, a paranóia comunista acusou o governo americano de propaganda patriótica. Um dos indícios seria a águia - tradicional símbolo americano - presente em vários pontos da roupa do cantor da roupa do cantor (veja in loco).  Anos depois os soviéticos, na data da morte de Elvis, manchetaram em letras garrafais: “Morre a máquina americana de fazer dinheiro”.

Voltamos ao Hawaii. Elvis chegou a emagrecer 10kg para o evento. Por um acaso, a imagem do Rei nesta apresentação é a que ficou imortalizada. Cabelo perfeitamente bagunçado, lenços em volta do pescoço e o famoso macacão branco conhecido como Aloha Eagle.

Ele demonstra um certo cuidado nos movimentos durante o show, comportamento bastante diferente se comparado ao do “Elvis on Tour”. Na época, jornalistas (ô raça) levantaram a hipótese de que Elvis estava tenso. Outros afirmam que o Coronel Tom Parke, lendário empresário do artista, havia pedido para ele não exagerar no palco.

Elvis se apresentou duas vezes. Preocupados com uma possível falha técnica, produtores gravaram o show da noite anterior. Assim, em caso de emergência, a fita seria acionada no lugar da transmissão ao vivo. Não foi necessário. O show correu tranquilamente, com Elvis exibindo um refinado repertório de clássicos que ia de Beatles a Frank Sinatra.

O setlist do show foi o seguinte: “Steamroller Blues”, “See See Rider”, “Early Morning Rain”, “Burning Love”, “Blue Suede Shoes”, “A Big Hunk o’ Love”, “Suspicious Minds”, “Can’t Help Falling in Love”, “Something”, “Can’t Help Falling in Love”, “I’m So Lonesome I Could Cry”, “It’s Over”, “Welcome to my World”, “I’ll Remember You”, “What Now My Love” e “An American Trilogy”.

O show foi um estrondoso sucesso nos Estados Unidos, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do The New York Times: “Elvis superou sua própria lenda!”. No Brasil, foi ao ar novamente em abril do ano seguinte, 1974, com grande êxito. O álbum duplo, inaugural do sistema “quadrafônico”, uma espécie de ancestral do home theater, foi imediatamente colocado no mercado, atingindo o marco de 1 milhão de cópias vendidas.

Em 16 de agosto de 1977 Elvis voltou para seu planeta. Estima-se que o Rei já tenha vendido mais de 2 bilhões de cópias, recorde absoluto. Mais do que número, Elvis deixou uma influência sem dimensões para a música. Foi o artista popular mais a frente do seu tempo, inserido em uma engrenagem sócio-histórica-cultural bastante complexa.

Elvis foi o maior. Ou como diz o encarte do especial Elv1s - 30# HITS:

Antes que alguém fizesse algo, Elvis fez tudo.

“Há duas coisas que eu gostaria de ter feito na vida: ter escrito Alice no País das Maravilhas e ter sido maior do que Elvis Presley”. Jonh Lennon - 1977.

Fred Fagundes

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008.

Você já ouviu falar de Wanderley Tribeck? Bom, talvez você o conheça pelo apelido: Wandeko Pipóka. Também não? Acredite, esse senhor interpretou uma marcante figura da televisão brasileira. Estamos falando do Bozo, o palhaço mais popular da década de 80.

Wandeko foi o primeiro Bozo do Brasil. Escolhido por Larry Harmon - o detentor dos direitos de imagem do personagem - esteve no ar durante três anos. No último fim de semana, em Balneário Camboriú (SC),  Wandeko bateu um papo com nosso repórter e falou, entre outras coisas, sobre o passado como apresentador, a vida fora da TV e a fatídica história do Suco de Caju.

Sabe qual era o grande barato do Bozo? Ele falava mais ou menos assim: “não brigue com o amiguinho. Faça o que a mamãe e o papai pedirem, se não o Bozo vai ser seu inimigo”. E nós obedecíamos. O  programa do Bozo era uma extensão do lar, o orgulho do personagem era justamente esse. O Bozo foi criado para educar e divertir. A televisão, acredite, também.

Portanto, a mensagem aos fãs do Wandeko é altamente válida. Não preocupe-se procurando a felicidade. Deixa ela encontrar você. E, principalmente, auxilie quem a deseja. Faça isso e a satisfação será recíproca. A melhor de todas.

Ah, e caso você esteja em Balneário Camboriú, não deixe de passar no Ex-Petinho do Wandeko. Fica na rua 1001. :)

¹ Agradecimento mais que especial ao Wandeko Pipóka por dispor de seu tempo e conceder essa entrevista ao QMaT/Milkie.

² O dono da câmera: Daniel Cajal, skatista, patinador, empresário, boa praça e o catarinense mais famoso depois de Gustavo Kuerten e Vera Fisher. Valeu, Daniel!

³ Conheça a história do Bozo aqui.

Fred Fagundes

  • Já fui office boy, operador de CPD, diagramador de jornal e estagiário em emissora de TV. Na faculdade fiz um documentário, dois zines e professores chorarem. Considero futebol cultura. E De León melhor que Figueroa. Maragato, 22 anos e um poço de sinceridade.